Que venham os próximos corruptos?
Tá em cima da hora, minha gente, mas será que dá pra falar alguma coisa ainda?Analfabetos políticos e analbafetos analfabetos mesmo, que votam porque tem que fazê-lo, que votam sem sabê-lo, que simplesmente votam. Ainda existe troca de voto por dentadura e litro de leite? Prefiro acreditar que não. Se o nosso país vive uma democracia, onde o "direito" eleitoral, que contradição, é obrigatório, votemos! Votemos conscientes pois quando a maior parte da nação não sabe ler, não sabe escrever, não tem acesso aos meios de comunicação, à informação, quando a maioria dela nem existe de fato.Se você tem menos de 18 anos e mais que 70, você ainda não tem esse "peso" e não precisa mais carregá-lo. Mas se deseja (ainda) tê-lo, não vote nulo por revolta, não vote candidato da sua tia, não vote porque é o primo do amigo do seu namorado que precisa se (re)eleger ou porque aquele fulano é muito simpático. Vote porque você tem consciência. Se não a política, você deve ter alguma. A sua própria.E não se deixem levar pela onda de "sentimentalismo" que toma conta do país nesse período. A pobreza assola o nosso país e não é de hoje. Os meninos de rua, os assaltos, a violência só estão sendo colocadas em evidência nesse momento. As pessoas sempre precisaram de segurança, moradia, alimentação, transporte, saneamento básico e, sobretudo, educação. Feliz ou infelizmente, temos que acreditar, dar não apenas o nosso voto eleitoral, mas também o de confiança. Acreditar que melhorias podem ser feitas e que mudanças podem ser promovidas nunca custou nada a ninguém. Ou apenas o(s) voto(s)?Não estou aqui para ditar "regras", nem falar o que devem fazer ou não. Mas transformar as eleições em Copa do Mundo às avessas, onde tudo que abate, o que incomoda, o que entristece é exposto para barganhar do nosso voto, o seu voto, em contraste às caras verde-amarelas e gritos de gol. E depois, vai jogar a poeira de baixo do tapete? Como serão os próximos dias dos próximos 4 anos que virão? Logo mais saberemos quem será o novo (ou de novo) presidente. É o que importa não? Depois, voltaremos para a rotina e pararemos, no futuro, para ver o Brasil perder, mais uma vez, para a França. Mas o pior, é ver o Brasil perder para si mesmo, todos os dias.

